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Arquivos: September, 2007

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PROFESSOR DISTRIBUINDO RENDA

“A prefeitura do Rio se comprometeu a pagar até R$ 4,5 mil a estudantes da rede pública que obtiverem conceito muito bom (MB) nos últimos três anos do ensino fundamental. O decreto do prefeito Cesar Maia (DEM) que cria o chamado “mérito-escolar” foi publicado hoje, cinco meses após outra decisão polêmica, a ampliação do sistema de ciclos para toda a rede municipal, que hoje tem 750 mil alunos matriculados.”

Fonte: Estadão

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Dentre os variados desafios que se inserem na relação professor x aluno, AINDA não existia uma referência à interesses materiais diretos. O prefeito do Rio (Cesar Maia-DEM) acaba de inserir essa discussão em nosso meio.

Seguindo uma experiência ainda embrionária e polêmica nascida em terras americanas, por decreto do prefeito, o professor carioca agora é distribuidor de renda. Os processos avaliativos que em geral utilizamos não são e nunca foram um consenso em relação à sua eficácia educacional. Imaginemos agora como se dará em sala de aula as discussões sobre pontuação de atividades avaliativas. Como vai haver aluno chorando por 0,25 décimos. Ah meu Deus, como vai haver.

0,00025 pontos poderão valer 4,5 mil reais.

E a família? Irá para a porta da escola exigir a pontuação retirada do filho devido a um erro de ortografia? Ai meu Deus! E isso tudo em dos estados com os piores desempenhos nas avaliações sobre educação.

O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), entrou na briga e resolveu contestar. Acusam Cesar Maia de tentar impor “a ferro e fogo a aprovação automática, comprando a consciência da comunidade escolar com a bonificação.”

COMODISMO DISCENTE OU FALTA DE COMPETÊNCIA INSTITUCIONAL?

As manifestações de alunos de algumas instituições de ensino, contrários à reestruturação das IES da rede privada, que passam a efetivamente utilizar os 20% da carga-horária de seus cursos através da modalidade EaD (autorizado pelo MEC), trazem à tona para a sociedade, questões que sempre fizeram parte das discussões dos pioneiros em EaD.

- Como culturalizar alunos, de maneira geral tão dependentes e passivos, para que entendam a viabilidade de desenvolverem-se de maneira mais independente através de metodologias não presenciais?

- Como inserir as ações nas instituições de ensino, sem ferir os direitos do aluno, considerando o contrato assinado no início do curso?

- Como utilizar as determinações do MEC (não só o EaD, mas também as preocupantes Atividades Complementares) sem distorcê-las para atender à demanda mercantilista de focar apenas a redução de custos. Como não cair nesta tentação?

Não tenho dúvidas que chegamos em um momento onde mais evidente ficarão as diferenças de competência e ética, entre as IES da rede privada desta nação.

Veja os links:
http://noticias.uol.com.br/educacao/ultnot/ult105u5760.jhtm

http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL97005-5604,00.html

FUROR POR NÚMEROS

Furor Por NúmerosMuito nos preocupa a forma com o governo vem tratando a educação neste segundo mandato.

O Lula e o Haddad (ministro da educação) parecem viver sob uma ditadura estatística. O desejo de que ao final do mandato possam anunciar seus números gigantescos como vitórias, geram ações focadas exclusivamente na QUANTIDADE de escolas.

Parecem entender que escola é um sinônimo de prédio!

O governo se empenha em divulgar mais e mais ações megalômanas, que apresentam um tom assustadoramente focado no QUANTITATIVO.

A dúvida que fica é: Quando a QUALIDADE da educação irá fazer parte da agenda deste governo?

EDUCAÇÃO E PICARETAGEM

CanudoJá havia acontecido com a Educação Presencial.

A ampliação desordenada da rede privada de ensino superior, gerou uma quantidade sem fim de instituições de fundo de quintal, onde os alunos (geralmente das classes C, D e E) são enganados com promessas (mesmo que veladas) de facilidades financeiras e didáticas, para que consigam o tão sonhado “canudo”.

Picaretagem pura! Banalização da educação!Picareta

Esta postura mercantilista é a mesma que faz com que na Educação à Distância (ferramenta tão interessante para esforços educacionais sérios) se transforme nisso. (Clique aqui para ler a notícia)

Nós da Mididática, que trabalhamos pela evolução e seriedade da EaD desde 1999, repudiamos essa postura e torcemos e lutamos para que o MEC não continue tratando a educação à distância como uma forma de viabilizar instituições falidas ou como uma maneira de aumentar estupidamente as “estatísticas” sobre os alunos com formação superior no País.

Fonte:
Fonte: G1