“A prefeitura do Rio se comprometeu a pagar até R$ 4,5 mil a estudantes da rede pública que obtiverem conceito muito bom (MB) nos últimos três anos do ensino fundamental. O decreto do prefeito Cesar Maia (DEM) que cria o chamado “mérito-escolar” foi publicado hoje, cinco meses após outra decisão polêmica, a ampliação do sistema de ciclos para toda a rede municipal, que hoje tem 750 mil alunos matriculados.”
Fonte: Estadão
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Dentre os variados desafios que se inserem na relação professor x aluno, AINDA não existia uma referência à interesses materiais diretos. O prefeito do Rio (Cesar Maia-DEM) acaba de inserir essa discussão em nosso meio.
Seguindo uma experiência ainda embrionária e polêmica nascida em terras americanas, por decreto do prefeito, o professor carioca agora é distribuidor de renda. Os processos avaliativos que em geral utilizamos não são e nunca foram um consenso em relação à sua eficácia educacional. Imaginemos agora como se dará em sala de aula as discussões sobre pontuação de atividades avaliativas. Como vai haver aluno chorando por 0,25 décimos. Ah meu Deus, como vai haver.
0,00025 pontos poderão valer 4,5 mil reais.
E a família? Irá para a porta da escola exigir a pontuação retirada do filho devido a um erro de ortografia? Ai meu Deus! E isso tudo em dos estados com os piores desempenhos nas avaliações sobre educação.
O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), entrou na briga e resolveu contestar. Acusam Cesar Maia de tentar impor “a ferro e fogo a aprovação automática, comprando a consciência da comunidade escolar com a bonificação.”